sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

O sentimento é sufocante, e em meio a escuridão do anoitecer, me perco em meio às lágrimas, lágrimas essas que se fazem presente em meu interior, apenas a espera do momento certo para que então possam cair. A confusão se fez presente, no momento descontente, de pura angústia, pura ansiedade, pura dúvida; agora ela insiste em permanecer comigo, fazendo pulsar, sentimento esse que quero adormecer, quero aprisionar, quero deixar de sentir, talvez seja o melhor a se fazer, fingir que ele nunca começou, nunca esteve aqui, nunca me sufocou.

Por: Giovanna de Assis G.
O sentimento é sufocante, e em meio a escuridão do anoitecer, me perco em meio às lágrimas, lágrimas essas que se fazem presente em meu interior, apenas a espera do momento certo para que então possam cair. A confusão se fez presente, no momento descontente, de pura angústia, pura ansiedade, pura dúvida; agora ela insiste em permanecer comigo, fazendo pulsar, sentimento esse que quero adormecer, quero aprisionar, quero deixar de sentir, talvez seja o melhor a se fazer, fingir que ele nunca começou, nunca esteve aqui, nunca me sufocou.

Por: Giovanna de Assis G.
Fingir se tornou uma coisa tão comum, que quando ela falava a verdade, nem ela mesma acreditava, ela já não sabia o que era ser feliz, e as coisas só pareciam piorar... Custava as coisas darem certo pelo menos uma vez ? custava que as coisas caminhassem pro lado da felicidade ? Poxa, ela já conhecia muito bem o lado triste da vida, e talvez melhor do que qualquer outra pessoa... Ela permanecia trancada em seu quarto, a musica tocava pela décima vez, porém dessa vez as lágrimas já invadiam seu rosto, ela pensava e só conseguia cair em um mar de memórias, onde ela parecia estar soterrada, ela já estava cansada de tanta dor, de tantos arranhões internos, de tanta angústia, mas parece que quanto mais ela lutava pra sair dali, mais algo a prendia.. Talvez fosse essa a sua vida, e ela não sabia entender...

Por: Giovanna de Assis G.

Como sempre, lá estava ela, em plena madrugada, ouvindo a mesma música de sempre, desabafando com o único recurso que lhe restava.. Exagerada ? talvez, ou apenas um pouco realista...
Sorria como se suas palavras não fizessem sentido, ora tirava os óculos e ora colocava, os dedos passeavam pelo teclado fazendo um barulho um tanto incomodo, portanto, o volume da música se fazia suficiente para que a mesma pudesse não ouvir o barulho que ela própria fazia.
Pensava consigo, mudar ou não ? não sabia realmente o que fazer quanto a isso, ora queria mudar, ora parecia não ser necessário, muitas coisas haviam sido modificadas à sua volta, porém, ela permanecia quase que intacta. A insegurança sempre fez questão de rondá-la, desde que se entende por gente, o medo do incerto, do improvável sempre a fizeram temer as futuras consequências. Estava ela disposta a mudar toda e qualquer coisa, por si mesma e pelos outros, ainda não se sabe se seus pensamentos eram certos, se era pouca ou muita a probabilidade de que os mesmos ocorressem, ela apenas se deitava todas as noites pedindo que todos os teus pensamentos acumulados, pensamentos comuns e rotineiros pudessem se tornar realidade, apenas pedia, pra que todos os desejos feitos à 00:00 fossem realizados, sabia ela que era sonhar demais, mas nunca custou acreditar no que parece ser "impossivel" .

Por: Giovanna de Assis G.

Enquanto eu revirava meu quarto em busca de algo que pudesse me fazer sorrir, eu pensava: "Felicidade ? Aliás, o que é isso ? talvez eu tenha esquecido o que é ser feliz, talvez eu tenha "matado" esse sentimento dentro de mim, ou ele resolveu me abandonar, o que me parece mais convincente, já que é tão fácil me deixar..." com tal pensamento, eu perambulava inquieta de um lado para o outro, abria e fechava portas, tirava e colocava caixas, olhava em volta, e o sentimento de solidão apenas me atordoava mais e mais.
Cansada do barulho que eu mesma provocava, peguei uma caixa qualquer e sentei-me no chão, ao abrir a caixa me deparei com albúns de recordações, tudo que eu menos precisava, era recordar, no entanto aprofundei-me a buscar algo no qual eu pudesse ao menos lembrar-me como era a famosa felicidade, fotos e mais fotos, sorrisos e mais sorrisos, cartas e mais cartas... Um nó se formou em minha garganta, eu então pude perceber, que não mais conseguia ser feliz, na verdade eu não sabia como chegar na felicidade, pois em meio às recordações, pude perceber, que minha felicidade não se encontrava exatamente comigo, mas sim com aqueles que me cercavam, e para minha infelicidade, assim como o sentimento de felicidade, estes me abandonaram...


Por: Giovanna de Assis G.
Ela conhece, se apega, e como todas as outras vezes chora.Ela erra, acerta, aprende, mas ninguém reconhece. Ela esconde a dor pra ajudar quem quer que seja, ela sorri como se fosse feliz, ela aprendeu a fingir ser feliz, ela aprendeu a fingir estar bem e ser forte, ela finge todos os dias, mas quando chega a noite, em pleno quarto escuro, ela retira sua máscara, e se revela um alguém que ninguém conhece, e quando dá por si, já está rodeada de um silêncio barulhento, barulho esse que se torna perturbador, que sonda o ambiente, e a adentra cortando cada fio de esperança que ainda lhe restava, arruinando todos os planos e sonhos, todos os sentimentos vêm a tona, mas nada se pode fazer, a não ser esperar o nascer de um novo dia, para que então, ela possa novamente colocar sua máscara, e recomeçar, fingir, simplesmente Sobreviver.

Por: Giovanna de Assis G.

Quantas máscaras cabem em uma pessoa ? quantos sorrisos falsos podem surgir em uma só vida ? o quanto uma pessoa pode se magoar com "meras" palavras ? Se você não sabe, sorte a sua, você nunca precisou se esconder, nunca precisou esconder a sua dor, esconder as suas inúmeras feridas...
Sabe aquela menina que você diz não ter problemas por viver sorrindo ? quando chega a noite, quando as luzes se apagam e todos adormecem, ela senta-se na cama, e chora, chora como se toda a dor fosse se esvair com suas lágrimas, ela se lamenta, e reza, pede a Deus pra que dali em diante ela nunca mais sofra, nem que pra isso, ela tenha que morrer...
Sabe o tal "drama" dela ? só é drama aos olhos de quem não passa. Ela sofre, ela engole o choro, ela se finge de forte, ela diz estar bem e estampa um sorriso convincente no rosto, mas até quando ? até quando ela poderá suportar ? nem ela mesma sabe, pois nem ela própria acredita em si..

Por: Giovanna de Assis G.